Thursday, 26 June 2008
Bogotá. Junho - 91
"O machado cravado no tronco pode ser visto de duas formas: a parte do machado que se vê e a outra. Uma é o amor e a outra, a morte. Cada um decide qual é a morte"
Monday, 23 June 2008
Palco
Eu nasci para ficar no palco
Com luzes tão fortes, capazes de me cegar de tanta dor
Eu nasci para ficar sozinha
E viver sentimentos que não são meus
Pois os meus são demasiadamente desesperadores,
angustiantes, sólidos, frios
Eu nasci para viver o outro
E sofrer o outro
E sorrir o outro
E com isso
Achar uma luz para o meu próprio eu
No outro
Eu no outro
eu.
Soe uma luz tão forte, mas tão forte, que consiga, cega,
me levar para onde devo ir
para o palco da vida
da vida dos outros,
vivida tão viva por mim
meu corpo vai agüentar
minha mente vai entender
você aí, despeje-se sobre mim
estou aqui para te ter.
Friday, 6 June 2008
sobre tons & trilhas
Faz 4 dias consecutivos que eu escuto a música, direto. Noite e madrugada.
Não tenho visto muito o dia.
Madrugadas principalmente... quando nosso amiguinhos 'delírios' vêem nos visitar e tomar uma cerveja com a gente.
E eu me pergunto o por quê de, mais uma vez, eu ter agido como uma criança - no sentido mais puro da palavra.
O problema é que eu tenho uma tendência de sempre querer interpretar o Dom Quixote.
No sentido mais quixotesco mesmo.
sabe? eu sei.
Não tenho visto muito o dia.
Madrugadas principalmente... quando nosso amiguinhos 'delírios' vêem nos visitar e tomar uma cerveja com a gente.
E eu me pergunto o por quê de, mais uma vez, eu ter agido como uma criança - no sentido mais puro da palavra.
O problema é que eu tenho uma tendência de sempre querer interpretar o Dom Quixote.
No sentido mais quixotesco mesmo.
sabe? eu sei.
Thursday, 5 June 2008
Friday, 30 May 2008
Chocolate fingers
Você andava por aquela avenida grande, cheia de prédios, ruas, lojas e luzes. Casaco e bota. Aquela avenida que te lembra Nova York e o frio. Era o mesmo bombom. Mas não comia igual. Não... não como aquele que você demorou 3 dias para abrir, cuidou da embalagem como se fosse uma poesia em papel de seda e deu cada mordida como se fosse um ritual da Festa de Babete.
Oh lord, não.
Você mordia com raiva. Chupava o resto de chocolate em cada um dos dedos, como se fosse a última gota de água do planeta Terra. Os dentes arranhavam cada um dos dedos. Olhos arregalados. Mãos agora fechadas, prontas para darem um soco na primeira pessoa que olhasse dentro de seus olhos. As botas arrebentavam nas poças de água da calçada. Como você gosta daquelas gotas de água explodindo no ar, Deus, como você gosta disso. Obviamente você também chutou um pedaço de vidro de maneira absurda. Chutou. A palavra chutar já é bem agressiva. Tal qual o chute em si. Você chutou. Você chupou. Você enfureceu as calçadas daquela avenida.
Aquela... que te lembra Nova York.
Oh lord, não.
Você mordia com raiva. Chupava o resto de chocolate em cada um dos dedos, como se fosse a última gota de água do planeta Terra. Os dentes arranhavam cada um dos dedos. Olhos arregalados. Mãos agora fechadas, prontas para darem um soco na primeira pessoa que olhasse dentro de seus olhos. As botas arrebentavam nas poças de água da calçada. Como você gosta daquelas gotas de água explodindo no ar, Deus, como você gosta disso. Obviamente você também chutou um pedaço de vidro de maneira absurda. Chutou. A palavra chutar já é bem agressiva. Tal qual o chute em si. Você chutou. Você chupou. Você enfureceu as calçadas daquela avenida.
Aquela... que te lembra Nova York.
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