Thursday, 29 January 2009

resista.

enquanto tudo anda preso na marcha ré (como já dizia a bela música do Coldplay - "When you try your best but you don't succeed/When you get what you want but not what you need/When you feel so tired but you can't sleep/Stuck in reverse..."), ela prefere isso aqui ó:

http://www.resistnetwork.com/

será que é pedir muito para os que aqui frequentam que entrem aí e leiam sobre do que se trata e, mais, eu quero mais sim, AJAM! Deixem-se influenciar pelas histórias que ali estão relatadas. Ajam de todas as maneiras possíveis: com suas experiências de vida, com sua arte, com seu amor, com seu dom, com sua mente, com sua coragem, com sua inteligência, com sua leveza, com sua alegria, com seu senso crítico, com sua consiência, com seu instinto, com sua intuição, com sua alma. ajam todos os dias. ajam a cada minuto. eu preciso agir sempre com a minha alma limpa; corpo, mente e espírito conectados, livres, aguçados - alma.

Saturday, 17 January 2009

aires

Juan.
Juan apareció con una taza de uisque
y una sonrisa en la cara.
Juan me dijo que yo tenía la sonrisa más hermosa
que había visto en toda su vida.
Juan sabía hablar acerca de Bukowski
mientras caminamos por Palermo.
Palermo de las estrellas, los cafes y
las hojas de otoño en el piso.
Si, sólo.
No.
No, tampoco.
Ya te lo dije... Juan.
Juan era su nombre.
Juan.

natal

Querida Dona Rena do Nariz Vermelho,

ESSE ANO EU QUERO APRENDER A SER MAIS EGOÍSTA.

um beijo no seu nariz,
Charlotte.

Sunday, 11 January 2009

buenos

- Mas Isabela, honey, o que eu estou tentando te dizer, ainda com um pouco de paciência que me resta, é que o problema é que a Lina não nasceu numa família disfuncional, fazer o quê? Ela simplesmente não nasceu numa família assim, oras!
- Tá. Então de onde vem tanta loucura, tanta rebeldia?
- Eu não sei, querida. É fato que a família dela tem alguns tios, sei lá, algumas pessoas BEM loucas, com atitudes bem incoerentes. Os pais da Lina são uns amores, grandes seres humanos, mas também dão uma pirada às vezes né, convenhamos. E a Lina fala de histórias tão complicadas quanto as de uma família disfuncional, mas...
- Eduarda, você pode parar de falar a palavra "disfuncional"? Por que você não fala "louca"? Já reparou na sua mania de tentar amenizar tudo, até as palavras?
- Bom, então. A Lina conta coisas que começaram a acontecer de uns tempos pra cá. Mas nada que uns barracos e umas terapias não resolvam lá na família dela.
- Então! É isso que tô dizendo: por que a Lina é TÃO rebelde assim, tão difícil?... eita mulherzinha complicada, gente. Se a Lina tivesse um pai que abandonou a mãe quando ela era pequena, a mãe fosse uma alcóolatra maluca que desse shows em grande escala pelos bares da cidade, o irmão vendesse drogas pros playboizinhos da Oscar Freire e etc. e tal e todo esse filminho que a gente vê que os caras usam pra justificar quem são sem conseguir, na verdade, ASSUMIR quem são...
- Isa, o que estou tentando te dizer é que você não precisa necessariamente ter nascido numa família disfuncional para ser problemática, got it? A Lina é assim, do fundo do ser dela, da alma dela, whatever.
- Desculpa, oi?!
- Oi o quê?
- O que você disse?
- Whatever?
- É. Que porra é essa, Eduarda?!
- Isa, você acaba comigo. Sério. Você...
- Eu sei o que é "whatever" Eduarda! Mas você já reparou na sua mania de falar palavras em inglês no meio das frases, sempre que pode?
- Bom, então. O fato é que a Lina não veio de uma família disfuncional. É realmente uma coisa intrigante essa tendência dela de ser do contra, de ser revoltadinha, de ser doída, como se o mundo fosse uma guerra eterna e ela precisasse estar sempre armada pra luta.
- É muita loucuragem, mulher. Mas ela tá bem, sabia? Ontem a gente saiu e ela tava bem tranquila.
- Claro. A Lina é uma fofa quando quer, a menina mais fofa do mundo. Ela foi bem educada, é bem educada. ... até que provoquem nela o contrário.
- Aquela velha história: a gente tenta ser legal. Mas as pessoas não colaboram sabe, aí não tem jeito... só de ontem pra hoje já passou pela minha frente umas 4 pessoas que eu daria um soco muito punk no meio da cara. Eduarda, como tem GENTE-MUITO-LOUCA por aí.
- Pois é. Extremamente disfuncional.