Monday, 27 August 2007

A contra-capa

Por favor, façam um favor pra vcs. mesmos e vão ler o texto TAKE IT HOME do blog do Mário (linkado aí ao lado). Sem mais.

Sunday, 19 August 2007

A pensar

Um dia entrei no meu computador e tinha essa mensagem, deste amigo tão querido e talentoso (ele é cineasta, novinho, minha idade, mas é bom pra caralho) e me deparei com isso. Foi de chorar.

"A pensar, me sinto honrado de ter estimulado aquele coração despedaçado,
A pensar, no sorriso daquele escondido riso da platéia que tanto se libera sem sentir o tempo passar,
A pensar, Debora faz a si mesma sonhar, pois só assim é capaz de levantar da cama e se liberar de suas escamas,
A pensar, desistir não é uma questão de optar, mas sim de deixar de sonhar e se tornar, sem nem perceber, um zumbi que fica pela negra cidade a vagar.
A pensar, Aoni, em que rumo quer e deseja tomar para fazer alguma diferença neste mundo de iguais." (Fabio Telles)

Saturday, 18 August 2007

Respiro claro e limpo

Meu irmão tá tocando um blues do caralho, aqui no quarto do lado.
Só ele, a voz, o violão e Deus.
Blues também me conforta, como Vinicius.
Mas isso é uma outra história...

Friday, 17 August 2007

And honey, when you walk my way

Para as meninas, como diria Clarah Averbuck, com coração de moça:

Who let you go? Who let you go?
Who let you go? Who let you go?
Who let you go? Who let you go?
Who let you go? Who let you go?
I feel it inside, down in my soul
And I just can't hide things that I know

We could be friends
And I promise that it won't get bad
But hopefully that story ends
But you ain't got nothing I never had
So let's take it slow

Who let you go? Who let you go?
Who let you go? Who let you go?

Someone must have loved you
Not the way that I do...
You're missing what I'm trying to say
Ain't nothing getting in my way

So tell me that's fantastic
And promise me, you'll always sigh
I find it so romantic
When you look into my beautiful eyes
And lose control

Who let you go? Who let you go?
Who let you go? Who let you go?
Who let you go? Who let you go?
Who let you go? Who let you go?

I don't know what it means
But I've been wondering
Who let you go?

And honey, when you walk my way
It makes me wanna say...
Ohhh

Momento

Hoje sentei no banco da praça com sol rosa e frio, de inverno, e conversei com Deus.
Falamos de tempo, natureza, putas, segundos inesquecíveis, teatro e vida.
É sempre bom conversar com ele.

Thursday, 9 August 2007

Poema ao amigo de alma

Nunca aprendi teoricamente a fazer poesia
Não sei de rimas, de tremas, nem de nada
Só sei que sinto e coloco aqui, assim, colocando
Como sinto agora quando penso em Ulisses
Meu porto-seguro, minha alma tão bem traduzida, meu companheiro
Risos, prantos, mensagens, teorias, conversas, almoços,
cigarro meu, vinho nosso
Meu amigo querido, tão dificil e tão bom
Que chega a doer de tanta saudades de alguém que está tão próximo
Dói só de pensar que um dia pode não estar mais
Como gosto de saber que não tenho você, de jeito nenhum
mas é o não ter mais seguro
de que tenho eternamente, sim
seu coração, suas mãos, seu ombro
Te amo para todo o sempre
Até o fim. Mesmo que meu fim seja antes do seu
Te amo e você é complexamente meu.
Peguei do blog do Marião, mas a letra é do mestre Cazuza.

"Se você me encontrar num bar/desatinado/
falando alto coisas cruéis/É que eu tô querendo um cantinho ali/
ou então descolando alguém pra ir dormir/
Mas se eu tiver nos olhos uma luz bonita/
fica comigo e me faz feliz/
é que eu tô sozinho há tanto tempo/
que eu já me esqueci/
o que é verdade e o que é mentira em volta de mim."

Monday, 6 August 2007

Castelinhos de paris

(Publicado na Revista MURO, do meu amigo Paulo F: www.revistamuro.kit.net)

Foi só um segundinho, uma olhadinha na janela azul, de céu de brigadeiro, castelinhos de Paris, frio. Ali que eu queria estar, sem me importar. Eu comigo mesma. Longe do mundo dos que conheço, dos que temo, dos que me doem tanto.

Foi só um segundinho de felicidade, um minutinho. Aquele segundinho gostoso onde você não se preocupa com nada e nada é suficientemente importante a ponto de dar um nó na garganta, um desespero sem fim. Eu gasto mais tempo aqui lendo poesias do que fazendo o que tenho que fazer. Tento achar algo que me comova, que me faça chorar muito (a tempestade) e depois ter a sensação de que passou, passou, agora vem a calmaria. Acho que tenho medo de tempestades só porque sei que elas são escuras e de escuro eu já tenho muito. E depois gosto de ver o céu clareando novamente, a calma, a paz, as folhas molhadas correndo o chão, o barulho de pneu rodando em cimento molhado… a calmaria.

Quantas tempestades eu ainda vou ver? Quantas vezes ainda vou sofrer sem saber nem mesmo o por quê? Muitas. Isso dá medo. Isso dá muito medo. Angústia. Minha garganta. Meu estômago embrulhando. Acho que vou fumar um cigarro. E olhar pro céu. Ele ainda está de brigadeiro.