Sunday, 21 October 2012

linha.

sempre penso que estou chegando no limite do rabo da saia do cachorro de rua.
sempre penso que depois desta lama e caos, a luz chegará para conforto de si mesma em mim.
sempre penso muito.
hoje chorei pela primeira vez.
hoje senti alguém batendo na porta e não pedindo licença para entrar.
aquela coisa louca e desgovernada. em qualquer lugar me acompanha.
porque sou eu. porque faz parte de mim.
hoje quero manter meus olhos abertos até de manhã, até não ter fim, até até até.
quero testar meus limites, ver até onde isso vai. chamar meus pesadelos para beber.
enfiar um tapa na cara de cada um deles, se preciso. acalmá-los com carinho logo depois.
raiva. ainda não sinto carinho, amor, compreensão por vocês.
ainda não sei o que fazem aqui. em mim. por mim. para mim.
hoje quero amanhã. puxar a linha até estourar. sempre quis saber o que tem do outro lado do
não pode. sempre ando por aí dando a cara para bater em portas de vidro, em cordas que imagino cobras. querendo viver o que acontece depois que se passa do ponto entre parecer e ser. de verdade.
não é errado saber sentir. saber ter coragem de fazer. dizer. olhar. mas será que sei? se não, tudo bem.
tá tudo bem.


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